quarta-feira, 4 de julho de 2012

Um mundo com mais respeito




Você é capaz de perceber quando a brincadeira deixa de ser uma brincadeira e passa a ser uma ofensa? Consegue perceber quais são os seus limites para aguentar apelidos, ofensas, contatos corporais mais incisivos? Consegue reconhecer se você é quem passa dos limites com os demais?


Bem, esse é um tema que, vira e mexe, é amplamente discutido em muitas esferas, principalmente entre famílias e escolas.


Existe gente que gosta de chamar essas ofensas de diversos nomes. Eu chamo de falta de respeito.


Há uma premissa que vale para qualquer idade: não faça com os outros aquilo que não gostaria que fizessem com você. É sobre esse pensamento que devemos nos pautar em nossas relações.


Temos todo o direito do mundo de termos opiniões, de nos sentirmos melhor com uma pessoa do que outra, mas não temos direito algum de faltar o respeito nem com os demais, nem com suas opiniões.


Muitas vezes, escutei crianças e jovens, vi crianças e jovens se submeterem a determinadas situações constrangedoras só para serem aceitas na turma. Vi e escutei muitas crianças e jovens serem chamadas de palavrões e coisas do gênero e não se manifestarem por medo. Não podemos admitir isso! Se não vamos nos defender, então temos de pedir que alguém faça isso por nós.


De preferência, um adulto em que você confie. Um professor, seu pai, sua mãe, seus avós, tios e tias. Alguém capaz de parar de vez com essa situação.


E não adianta querer devolver na mesma moeda. Existem leis e regras que protegem toda pessoa que se sentir agredida, humilhada, diminuída. Todos nós temos a obrigação ética de relatar esses casos, caso você seja testemunha deles. Afaste-se, imediatamente, de pessoas que não respeitam a integridade física e moral dos demais. Você pode ser acusado de participar dessas ofensas, mesmo sem ter feito qualquer coisa. Mas aquele que cala acaba consentindo nessas horas, não é?


Portanto, o texto de hoje é mais um alerta para aqueles que não têm respeito pelos demais, que não conseguem viver em grupo. É um pedido de ajuda para aqueles que precisam de ajuda para se verem livres dessa situação. Um encorajamento a todos aqueles que se sentem diminuídos diante da falta de respeito de determinadas pessoas. Procure um adulto e relate o que te acontece!


Para termos um mundo melhor, é fundamental que haja, antes de mais nada, respeito pela vida, escolhas, culturas, etnia dos demais! Vamos construir um mundo melhor?


Um beijo e até o dia 18 de julho!
Marcelo


Marcelo Cunha Bueno é consultor do Mundo do Sítio, desde o começo do site. Acompanhou a criação da Terra Encantada da Sabedoria, Biblioteca do Visconde e o jogo Brincaderia. Além disso, é dono da escola Estilo de Aprender, em São Paulo, e colunista da Revista Crescer.

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