sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

"O Mundo Encantado de Monteiro Lobato"

 O universo mágico criado por Monteiro Lobato serviu de inspiração para o desfile que a Escola de Samba Império das Águas faz no domingo, segundo dia do carnaval de rua de Sorocaba. "O Mundo Encantado de Monteiro Lobato" é o enredo que a escola, primeira a se apresentar nesse dia, desenvolve na avenida. Os cerca de 200 componentes estarão divididos em oito alas para mostrar ao público personagens como Pedrinho, Narizinho, Visconde de Sabugosa, Emília, Dona Benta e a Cuca.

 Em ritmo intenso de trabalho para ultimar os preparativos, a presidente da agremiação, Maria Cristina Marcelino Matazelli, garantiu que a Império fará um desfile ao mesmo tempo colorido e alegre. "A Cuca, desta vez, não vai assustar, mas divertir o público", comentou. A escola que no ano passado levou para o sambódromo o tema educação, o retoma, agora sob outro enfoque. "Monteiro Lobato foi um gênio que ajudou a construir a identidade de toda uma geração com suas histórias. Daí, termos pensado em homenageá-lo."

 Para falar da produção do escritor, a Império visitou algumas de suas principais obras, entre as quais, "Reinações de Narizinho", "A Chave do Tamanho", "Histórias de Tia Nastácia", e "Caçadas de Pedrinho", entre outros. A Turma do Sítio do Pica Pau Amarelo, claro, estará representada em fantasias, tanto quanto outros tipos que até hoje povoam o imaginário daqueles que acompanharam (e acompanham) Monteiro Lobato.

 A bateria reúne 45 ritmistas. O samba foi composto pelo trio formado por "Peu", Vanusa e "Dito"; já a interpretação fica por conta de Tio Caio. A Império deverá levar à avenida 7 destaques. "Vamos fazer um Carnaval animado, para que a galera lembre dos tempos de criança e se divirtam. Estamos também preparando algumas surpresas, para provar que o pessoal da região do Jardim Maria do Carmo e Abaeté tem o que mostrar."

 A Império das Águas foi fundada há quatro anos e, desde então, aposta num modelo de desfile que valoriza mais o desprendimento dos integrantes, o ato de "sambar no pé", como conta Maria Cristina. "Somos uma escola de padrões modestos, mas apostamos no valor da comunidade, dos nossos sambistas que se preparam o ano todo e dão muito de si para fazer o melhor desfile. O público pode esperar uma apresentação bonita", conclui.

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